sexta-feira, 29 de maio de 2009

Quem São os Neo-Reformados?

Quem São os Neo-Reformados?
Leia Artigo 1
Leia Artigo 2

"Se tivesse que resumir eu colocaria desta forma: os neo-reformados são aqueles que estão obcecados com a santidade e a graça de Deus e não aprenderam que a graça torna as pessoas graciosas. Estas pessoas são os mais novos zelotes religiosos da América e elas estão ferindo, talvez por uma geração ou duas, o evangelicalismo."

7 comentários:

Matias disse...

Acho que estes dois artigos são bastante superficiais na análise do fenomeno 'neoreformado'. Faz tambêm uma critica ao fundamentalismo, sendo que este conceito não é claramente definido.
POr não citar representantes ficamos sem saber que é um 'neoreformado'. Será que o autor fala de um John McArthur, ou está falando de John Piper? São dois mundos diferentes.
Faz referencia a Southern Baptist Church, sem mencionar o declinio espirtiual e teologico que esta denominação teve no final dos anos 90 e a "revolução reformada" que levantou a igreja.
O artigo acaba não falando quem são os tais de neo-reformados?
Precisamos algo mais amplo para entender o assunto.
Agora, sendo este um blog pentecostal e "arminiano", gostaria e expressar minha concordância que realmente cada faceta do cristianismo traz elementos importantes para o entendimento biblico (e cada moviemnto tem seus equivocos...), portanto a comunhão em torno do Cristo bíblico, é enriquecida com o diálogo e compartilhar das diversas correntes.
Um grande abraço,
Matias

Cleber disse...

Oi mano.
Concordo q faltou dar nome aos bois, mas minha impressão é que esteja falando da turma do John McArthur.

abraços!

Matias disse...

Amado mano,
se os artigos estão indiretamente fazendo menção ap MacArthur e sua turminha...concordo com você. Este neoreformMODISMO divide e não agrega valor. MacArthur é autor do livro "Os Carismáticos" (ed fiel), um dos piores que já li sobre o assunto. Quem faz exegese bíblica como faz Mac Arthur, está equivocado. Aliás estava lendo este livro em uma viagem de trem e ao chegar no destino, joguei no lixo (eu sou radical, quando leio abobrinha)
Quanto ao seu comentário no blog 'teologia pentecostal' sobre oração na perspectiva de John MacArthur, concordo plenamente com você. A oração muda sim as coisas, afinal Tiago fala claramente sobre isto "Vocês não tem porque não pedem!". O tipo de calvinista fatalista é um absurdo e eu sei que está sendo amplamente defendido por igrejas reformadas. Por isto acabam sendo igrejas sem muita vida de oração e consequentemente, sem avivamento.
Sobre oração prefiro ler autores pentecostais, como por exemplo "Oração e avivamento" de Paul (david) Yonggi Cho.
Estes calvinistas fatalistas malham pessoal como Moody, Torrey e Finney... misericórdia... isto é dividir o corpo de Cristo (apesar que concordo com eles que Finney tinha uma noção bastante humanista de salvação, mas esta era uma reação (exagerada) ao calvinismo fatalista de sua época, leia-se o seu diario).
O calvinismo não é a resposta final aos mistérios de Deus. E o Pentecostalismo é o maior avivamento que houve na história pós-apostólica, veja o impacto do evangelho na America latina, Africa e Asia através do avivamento pentecostal. Quem negar isto não fez uma análise séria da história da igreja. Com todo respeito a Calvino e Lutero (que aliás aprecio muito), mas o William Seymour foi um tremendo instrumento escolhido por Deus...
Mas o pessoal tem preconceitos: afinal William era negro, descendente de escravos, não tinha phd em teologia...
A minha única preocupação é que o pentecostalismo perca seu fervor e sua simplicidade, e lobos estão assumindo a liderança e os verdadeiros pentecostais estão perdendo sua influencia. Outro problema é o legalismo (no Brasil ainda muito forte) e talvez uma teologia da graça não tão bem articulada (onde muitos procuram então a alternativa calvinista, podendo cair no erro, de rejeitar o pentecostalismo).

Grande abraço e fique na paz de Cristo,
Matias

Cleber disse...

Matias,
que bom que concordamos em coisas essenciais como o valor da oração.

Tbm creio que os calvinistas malham injustamente grandes homens de Deus.
E concordo que Finney exagerou em alguns momentos.

O desprezo a William Seymour é velado, mas de fato existe.
Os "doutores" em teologia não digerem bem isso.

Vc disse:
"A minha única preocupação é que o pentecostalismo perca seu fervor e sua simplicidade"

A simplicidade ele já está perdendo com certos líderes q temos visto.
E meu receio é que o calvinismo mate justamente o fervor.

Sobre a teologia da graça minha proposta é fortalecer o arminianismo.
Apesar de oficialmente arminianos, no imaginário popular o pelagianismo é que prevalece.

O arminianismo é um meio-termo.
Curiosamente quando falo da incapacidade humana de buscar a Deus sem ser pelo Espírito Santo muitos pentecostais se supreendem.
Isso porque o arminianismo não foi devidamente ensinado, e a idéia reinante é algo muito parecido com o pelagianismo.

Matias disse...

Concordo com você, Cleber. O pessoal desconhece totalmente a proposta de Jacob Arminius, que era reformado, porém relativizava a questão do livre arbitrio, mas estava longe de ser uma pelagiano. A maioria dos calvinistas é calvinista de 5 pontos (TULIP) e nunca leu Calvino. TULIP é teologia de reação contra os remonstrantes (os defensores de idéias de Arminius), e toda teologia de reação não é uma teologia boa. Muito menos a atitude tomada pelos calvinistas holandeses contra os irmãos arimianos após o concilio de Dort. Demonstram que eram um tanto fanáticos... assim temos hoje um John McArthur lançando a sua cruel espada da pseudo-ortodoxia contra todos os que discordam dele.
Grande abraço,
Matias

Danilo Fernandes disse...

De link em link, acabei aqui no seu blog. Gostei do conteúdo. Vou me tornar seu seguidor. Espero sua visita em meu blog, o Genizah.

Graça e Paz,

Danilo

http://genizah-virtual.blogspot.com/

Cleber disse...

Obrigado pela visita Danilo!
Gostei do seu blog.