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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Dom de Línguas no Culto 2

ADORAÇÃO EM LÍNGUAS NO CULTO
É lícito que num momento de louvor do culto muitas pessoas adorem a Deus em línguas estranhas?

Hoje no meio teológico há uma tendência de querer limitar o uso do dom de línguas para que apenas 2 ou 3 pessoas possam falar em línguas e somente se houver interpretação. Ou seja, dessa forma praticamente se extingue a manifestação do dom no culto.

Escrevi sobre isso dias atrás:

Mas hoje quero apresentar a opinião de um dos maiores teólogos pentecostais. Abraço a mesma posição que Stanley Horton defende em sua teologia sistemática:
"É possível que os cultos (em Corinto) tenham sido dominados pelas línguas (14.23), e parece que os que falavam em línguas interrompiam uns aos outros para entregar suas mensagens, sem interpretação (14.27,28)."

"Há uma pergunta fundamental a respeito dessa passagem. Estaria Paulo encorajando ou desencorajando períodos de adoração em que todos na assembleia falam em outras línguas?"

"Os coríntios não deveriam consumir a totalidade do horário falando "uns depois dos outros" em línguas. Há um limite de duas ou (no máximo) três expressões em línguas com interpretações (14.27). O propósito básico das línguas estranhas com interpretação é adorar a Deus e encorajar os outros a fazer o mesmo. Se uma congregação está disposta a adorar, não serão necessárias mais que duas ou três exortações para situá-la nesse propósito.
Em Atos 2.4, 10.44-46 e 19.6, vemos que todos falavam em línguas na adoração coletiva. Nenhuma interpretação é mencionada. A interpretação sem preconceitos de 1 Coríntios 14.2,22-25 não pode negar que todos adoravam em línguas ao mesmo tempo. Paulo e Lucas não se contradizem mutuamente."
"Se o propósito primário das línguas é louvar a Deus, as línguas com interpretação encorajarão as pessoas a adorar. Assim, recusar às pessoas a oportunidade de adorar a Deus em línguas parece uma contradição. Nesse caso, Paulo estaria dizendo: "Adorem com o entendimento na assembleia, mas não no Espírito. Somente duas ou três pessoas têm licença para aquela experiência". Que diremos das reuniões em que a oração é o tema principal na agenda? Ou das reuniões que visam encorajar os outros a receber a plenitude do Espírito? Ou dos momentos de pura celebração espiritual? Quando Deus nos toca, no meio de qualquer assembleia pública, nós correspondemos. Essa nossa resposta, no entanto, não deve atrair sobre nós mesmos qualquer atenção indevida.

O reavivamento pentecostal/carismático no mundo inteiro jamais se desculpou pela celebração espiritual genuína. Tem, sim, encorajado a adoração sincera. O espírito do indivíduo não é abafado pelo coletivo. Pelo contrário, é plenamente aproveitado no Corpo, com o devido controle. O dom de línguas não está limitado aos devocionais particulares. Pelo contrário, aprendemos no modelo da adoração pública a maneira de adorar em particular."
A maior parte dos pentecostais aceita a adoração em línguas no culto, embora restrinja o uso no púlpito. Essa é a tradição pentecostal predominante!

Pena que muitos teólogos pentecostais hoje queiram coibir o dom de línguas no culto. Pentecostais podem crescer em muitas áreas como o discipulado, mas não precisamos coibir a prática dos dons espirituais.

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